O grafite é um tipo de arte urbana caracterizado pela produção de desenhos em locais públicos como paredes, edifícios, ruas, etc.É bastante usado como forma de crítica social, e, além disso, é uma maneira de intervenção direta na cidade, democratizando assim, os espaços públicos.O termo grafite, de origem italiana graffito - plural graffite - significa “escrita feita com carvão”.
Se falarmos sobre os primórdios do grafite, teremos que voltar milhares de anos, quando os homens faziam inscrições nas cavernas. Há exemplos de intervenções feitas em locais públicos já na época do Império Romano.Na contemporaneidade, essa manifestação artística está relacionada principalmente ao hip-hop, movimento cultural que teve início no começo dos anos 70 nos EUA pelas comunidades latinas, afro-americanas e jamaicanas.No hip-hop são quatro as vertentes da arte: rap (música), DJ (disc-jockey), breakdance (dança) e grafite (pintura mural).
O bairro novaiorquino do Bronx foi o berço do grafite, onde os primeiros desenhos foram feitos com tinta spray. Naquela época, os jovens utilizavam a arte nas ruas como forma de protesto.
Frame da série The Get Down (Netflix), que contextualiza o surgimento do hip hop e do grafite nos EUA nos anos 70.
O desenho dessa bota fez história nos anos 80 no Brasil. Alex Vallauri é
considerado o pioneiro do movimento do grafite no país
Grafite em Belo Horizonte, Brasil
A história do grafite no Brasil surgiu na década de 70, precisamente na cidade de São Paulo.
Ela nasce numa época conturbada da história do Brasil, em que a população era silenciada pela censura com a ditadura militar no poder.
Paralelamente ao movimento que despontava em Nova Iorque, o grafite surge no cenário nacional como uma arte transgressora. A linguagem da rua não pede licença e grita nas paredes da cidade os incômodos de uma geração.
A partir de então, a arte de grafitar se transforma em um importante veículo de comunicação urbana e colabora para a existência de outras vozes.
Outros sujeitos históricos e ativos passam a ter a chance de participar artística e politicamente da cidade. É importante ressaltar que o grafite, inicialmente, foi uma arte caracterizada pela autoria anônima. O grafiteiro - ou writter - transformava a cidade em um suporte de comunicação artística sem delimitação de espaço, mensagem ou mensageiro.
A história do grafite no Brasil surgiu na década de 70, precisamente na cidade de São Paulo.
Ela nasce numa época conturbada da história do Brasil, em que a população era silenciada pela censura com a ditadura militar no poder.
Paralelamente ao movimento que despontava em Nova Iorque, o grafite surge no cenário nacional como uma arte transgressora. A linguagem da rua não pede licença e grita nas paredes da cidade os incômodos de uma geração.
A partir de então, a arte de grafitar se transforma em um importante veículo de comunicação urbana e colabora para a existência de outras vozes.
Outros sujeitos históricos e ativos passam a ter a chance de participar artística e politicamente da cidade. É importante ressaltar que o grafite, inicialmente, foi uma arte caracterizada pela autoria anônima. O grafiteiro - ou writter - transformava a cidade em um suporte de comunicação artística sem delimitação de espaço, mensagem ou mensageiro.
Os irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo são conhecidos como "Os Gêmeos". Nasceram em São Paulo no ano 1974 e começaram a pintar em 1987.São muito reconhecidos no país e também internacionalmente, tendo trabalhos nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Grécia, Cuba, entre outros lugares.
Eduardo Kobra é um artista paulistano que nasceu em 1975. No começo da carreira foi pichador, depois grafiteiro e hoje considera-se pintor muralista. Desenvolve trabalhos de grandes dimensões.
Sua obra Povos Nativos dos 5 Continentes, no Rio de Janeiro foi eleita o maior grafite do mundo, com 15 metros de altura e 170 metros de largura.
Embora muitas vezes confundidos, grafite e pichação são manifestações urbanas muito diferentes, tanto em sua intenção quanto em sua estética. O grafite é uma forma de expressão artística, que utiliza imagens, cores e composições visuais para comunicar ideias, críticas ou reflexões. Ele é realizado com planejamento estético, domínio técnico e, em muitos casos, é reconhecido como arte contemporânea urbana, sendo valorizado inclusive por instituições culturais e exposições.
O grafite dialoga com o espaço público de maneira propositiva, buscando transformar a paisagem urbana com mensagens visuais que envolvem engajamento político, social ou poético. É também um dos pilares do movimento hip-hop e possui origem ligada à cultura popular e à resistência social.
A pichação, por outro lado, é marcada principalmente pela escrita de nomes, siglas ou frases em muros, fachadas e edifícios, quase sempre sem autorização e com foco em marcar território, identidade de grupo ou contestação direta.Ao contrário do grafite, a pichação não tem preocupação estética com composição ou harmonia visual, sendo muitas vezes vista como poluição visual ou vandalismo.
No entanto, a pichação também pode ser entendida como um grito de presença de jovens das periferias, que encontram nesse gesto uma forma de existir e resistir em espaços que normalmente os excluem.Ainda assim, juridicamente, o grafite realizado com autorização pode ser legal, enquanto a pichação é tipificada como crime ambiental pela legislação brasileira.